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Quaresma

 
 


 

Vivemos o período quaresmal e para receber e viver de verdade uma vida nova na Páscoa precisamos nos livrar da vida velha. E esse período de quarenta dias tem por objetivo dar-nos condições para fazer isso a partir de três práticas que nos são propostas: o jejum, a oração e a caridade.
O jejum leva-nos a uma mortificação do corpo para ordenar nosso relacionamento conosco. Ajuda-nos a vencer as barreiras interiores. Preguiça, cobiça, excessos de toda ordem. A dor da ausência de algo que nos conforta numa dimensão física ou psicológica é um importante exercício para sairmos de nós mesmos. Para fazer isso, é necessário romper barreiras, por vezes muitas. Vale lembrar que durante o período de quaresma não se faz jejum aos domingos, que por excelência é o dia da Páscoa do Senhor. É o dia da vitória que todos queremos alcançar: vencer a morte e chegar à vida eterna.
Também devemos nos empenhar em fazer um jejum dos vícios que alimentam os nossos pecados. E a lista deles não é pequena: revolta, raiva, rixa, inveja, indiferença, impaciência, preguiça, presunção, prepotência e muitas outras coisas. Logo, façamos jejum de toda espécie de pensamentos, palavras e atos movidos por esses sentimentos.
A oração leva-nos a insistir no diálogo com Deus. Muito mais do que falar de nossas misérias, haveremos de deixar que Deus nos fale da sua misericórdia. Deixemos que Cristo fale da ressurreição, da sua e nossa Páscoa. Muito mais do que pedir os dons do Espírito Santo, deixemo-nos conduzir pelo Espírito que há de nos dar as armas necessárias para vencermos as tentações e escaparmos das ciladas do inimigo. A oração nos ajuda a romper nossa frieza para com Deus. O diálogo é o caminho único da intimidade para saltar nosso desconhecimento de Deus.
Como sabemos Deus é uma pessoa. Não como nós, mas é uma pessoa. E para nos relacionarmos com Ele precisamos dialogar. Se assim não o fizermos Deus será apenas como aquele vizinho desconhecido que sempre passa pela nossa porta mas de cuja vida nada sabemos. Lembremo-nos ainda que diálogo é ouvir e falar. Não precisamos multiplicar nossas palavras e nem adianta fugir do assunto, pois Deus nos conhece por dentro e por completo. Sejamos pois sinceros e simples como o somos com aqueles que nos conhecem suficientemente bem.
A caridade é ação fundamental de quem se une a Cristo. Cristo não esperou que nós o chamássemos, mas veio habitar no nosso meio independente do nosso convite. Também nós devemos fazer o mesmo em relação ao próximo. Ao invés esperarmos a boa vontade do outro devemos mostrar a nossa boa vontade. A caridade não é um sentimento que vem do outro e move o nosso coração e nossa vida em direção ao ele novamente. Pelo contrário, é um movimento que parte de nós e chega até o outro, como ensinava João Paulo II.
Como o tempo da quaresma nos convida mais fortemente ao Sacramento da Penitência, a caridade reúne todos os requisitos para ser uma atitude penitencial após esse sacramento. Também pode ser  resposta ao jejum e à oração que nos motivam a pagar com bens os males dos quais formos perdoados. E esse bem é o nosso melhor pois Deus não inspira a dar restos, sobras, coisas inservíveis para nós e para o próximo. O Deus que nos inspira deu-nos um mundo inteiro e inexplorado. Deus não nos deu o resto dos dons espirituais mas sim a sua plenitude. Deus não nos deu um pedaço do seu filho único, mas sim por inteiro. E esse mesmo filho doou-se inteiramente por nós. Assim sendo, se amor é igual a caridade, devemos dar ao outro sempre tudo do bom e do melhor de acordo com nossa medida.
Peçamos pois ao Senhor que a nossa quaresma não seja um deserto de solidão mas de estarmos a sós com Ele. E, revigorados por esse encontro e espiritualmente fortalecidos por esses três exercícios vivamos em plenitude a vida nova.
 
Fábio dos Santos Cordeiro
Membro da Comunidade São Francisco de Assis
Fonte:http://www.portadeassis.com.br/index.php/formacao/formacao-artigos/127-artigos-permanentes/5176-jejum-oracao-e-caridade-rompendo-barreiras
 
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